sábado, 7 de novembro de 2009
Escolhas.
É a minha carne que rasga quando você me toca, é a minha pele que queima quando eu te toco, o meu escuro é você quem faz, quando se afasta some tudo, a vista cega, perde o calor... O brilho, a cor. Já não vale mais a carne nem a dor. Agora o espírito revigora, sou só alma, resto de uma luz que se apagou. A carne que era quente em suas mãos gela agora no fim de um poço frio, aonde você me atirou e não tirou, onde minha carne virou terra, e meu sangue virou água, e o meu amor que um dia por você desperdicei, assim como a terra e a água que um dia te dei, brota do fundo desse poço sem carinho; e agora sigo um novo caminho... Trilho cego, sem carne, sem sangue, sem calor. Esse caminho que você me deu chamado amor...
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